sábado, 26 de julho de 2014

PORQUE, ESSA ''GUERRA'', DESENFREADA ENTRE ISRAEL E PALESTINOS ?

Conflito em Gaza - Entenda a guerra entre Israel e os palestinos

Conheça um pouco melhor os complexos aspectos relacionados com essa briga interminável

Um assunto que volta e meia ocupa as manchetes de jornais do mundo inteiro há décadas é a questão sobre o conflito entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza. Mas você sabe por que é que esses povos brigam tanto e há tanto tempo?

A história sobre o embate é bastante complexa, e o enfoque muda drasticamente dependendo de quem está contando sua versão dos fatos. Ambos os envolvidos — muçulmanos de origem árabe que ocupam a Faixa de Gaza e os judeus israelenses — têm razões de sobra para justificar suas atitudes, assim como a hostilidade que sentem um pelo outro, como você verá na síntese a seguir. Assim, confira uma breve explicação que ajudará você a entender melhor a atual guerra que está acontecendo na Palestina:

Criação do Estado Judeu
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Antes de tudo, é importante ressaltar que a Palestina já era habitada por judeus — remanescentes de incontáveis invasões históricas — há milênios, e nos últimos séculos havia sido ocupada por uma maioria árabe. Além disso, apesar de árabes e israelenses terem a mesma origem étnica, para que o contexto fique mais claro, devemos lembrar que os judeus sofreram diversas perseguições e não possuíam um estado próprio.

Assim, no final do século 19, um grupo de judeus de origem europeia — os sionistas — empenhado em criar uma pátria judia, após considerar regiões nas Américas e na África, decidiu colonizar a Palestina. No início, a imigração não causou maiores problemas com os povos que viviam ali. Contudo, com o passar do tempo, a chegada de imigrantes na região foi se intensificando, com muitos desses sionistas expressando seus desejos de “tomar” o território.

Tensões
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Naturalmente, essa situação foi criando tensões com os palestinos que ocupavam a região, e foi apenas uma questão de tempo até que os conflitos começassem. Para piorar, Adolf Hitler surgiu no meio dessa história — e o Holocausto — e isso, combinado aos esforços dos sionistas em evitar que os judeus refugiados fossem enviados a países ocidentais, só aumentou o fluxo de judeus para a Palestina. E a tensão foi aumentando progressivamente.

Em vista da escalada da violência na região, em 1947 a ONU resolveu interferir e, em 1948, o Estado de Israel foi criado. Assim, sob considerável pressão dos sionistas, a organização recomendou que 55% da Palestina — que então era controlada pelos britânicos — fosse cedida aos judeus, embora esse grupo representasse apenas 30% da população total e possuísse menos de 7% do território. E, então... guerra.

Guerra civil
Evidentemente, os palestinos não ficaram muito satisfeitos com as recomendações da ONU, e logo uma série de atentados, represálias e contrarrepresálias começou a deixar um rastro de violência e morte sem que ninguém tivesse controle sobre a situação. Foi então que vários regimentos do Exército de Liberação Árabe resolveram interferir, e praticamente todas as batalhas ocorreram em solo destinado aos palestinos.

Contudo, os árabes perderam a guerra e, ao final do conflito, Israel havia conquistado 78% da Palestina, com 750 mil palestinos se tornando refugiados. Além disso, 500 cidades e vilarejos foram destruídos e um novo mapa da região foi criado, no qual cada rio, localidade e morro foi rebatizado com um nome hebreu, apagando qualquer vestígio da cultura palestina.

A tormentosa Faixa de Gaza
O conflito na Faixa de Gaza existe desde o final da década de 60, quando Israel venceu a Guerra dos Seis Dias. O enfrentamento teve origem quando as forças israelenses lançaram um ataque surpresa contra uma coalisão árabe formada por Egito, Jordânia, Síria e Iraque. Nessa ocasião, Israel conquistou os restantes 22% do território palestino que restavam, ou seja, a Península do Sinai, Cisjordânia, Altos de Golan, o leste de Jerusalém e a Faixa de Gaza.

No entanto, de acordo com as leis internacionais, é inadmissível que um território seja “adquirido” por meio de guerras. Portanto, para os palestinos, essas áreas não deveriam pertencer a Israel, e por isso eles seguem ali defendendo seu espaço. Durante a Guerra dos Seis Dias, partes do Egito e da Síria também foram ocupadas, sendo que os territórios egípcios foram “devolvidos” desde então, e os que pertenciam aos sírios continuam sob ocupação israelense.

Democracia Liberal
Os sionistas formam um pequeno grupo extremista e fundamentalista que acredita que os fatos presentes no Velho Testamento são absolutamente inquestionáveis e servem de prova que Israel e os territórios ocupados pertencem por direito aos judeus. Portanto, a única solução seria que os palestinos negassem todas as suas reivindicações de propriedade de uma vez por todas.

Israel, entretanto, é uma democracia liberal que durante muitos anos foi regida por governos de coalisão e, evidentemente, essas visões tão radicais sempre tenderam a refletir a opinião de uma pequena minoria. O problema é que nos últimos anos esses grupos ultrarreligiosos foram ganhando cada vez mais influência, e atualmente controlam as questões relacionadas com a política externa de Israel.

Batalha contínua
Segundo o acordo de Oslo — firmado em 1993 —, esses territórios ocupados deveriam ter sido evacuados e reconhecidos como palestinos. Mas a demora no cumprimento das ordens gerou uma onda de ataques terroristas em Israel e o assassinato de Yitzhak Rabin, primeiro ministro israelense que arquitetou o acordo.

Com isso, a tensão voltou a se aumentar e no ano 2000, Ariel Sharon, o então ministro de defesa israelense, resolveu fazer uma visita ao bairro muçulmano de Jerusalém, criando um sentimento de revolta no mundo árabe, e a “Intifada” teve início. Nos anos subsequentes, Sharon trabalhou ativamente para conseguir uma trégua, mas em 2006, após sofrer um aneurisma e entrar em coma, as negociações de paz foram fortemente afetadas.

Existem dois motivos primários no centro dessa briga toda: a população que ocupava a palestina era composta por 96% de muçulmanos e cristãos que hoje são proibidos de regressar aos seus lares, e os que vivem dentro do Estado judeu sofrem com a discriminação sistemática. Além disso, a ocupação israelense e o controle na Faixa de Gaza são extremamente opressivos, e os palestinos que vivem ali têm bem pouco direito sobre suas próprias vidas.

Além disso, as forças de Israel controlam as fronteiras palestinas — incluindo as internas — e muitas vezes a distribuição de alimentos e medicamentos é bloqueada, assim como energia elétrica, água, moeda e meios de comunicação, piorando a crise humanitária que aflige a região.

Conflito Atual
Se você tem acompanhado as últimas notícias sobre as batalhas entre palestinos e israelenses, deve ter ouvido bastante sobre o “Hamas”. Esse grupo consiste em uma organização política islâmica fundada em 1987 que, desde que foi eleito democraticamente em 2007, governa a Faixa de Gaza. Seus militantes são acusados de investir contra Israel através de ataques terroristas e bombardeios com o objetivo de reinstaurar o Estado Palestino.

Além disso, o Hamas também é acusado de ser um grupo terrorista que não reconhece a existência do Estado de Israel, que vem fortalecendo seu arsenal e usa endereços residenciais para esconder suas armas e militantes. A batalha que estamos testemunhando agora teve início depois de Israel responsabilizar categoricamente o Hamas pelo sequestro e assassinato de três jovens israelenses em junho, resultando no envio de tropas a Gaza e na prisão de centenas de ativistas do Hamas.

Após a acusação, um rapaz palestino também foi sequestrado e queimado vivo em Jerusalém. Seis suspeitos judeus foram presos em Israel, e três confessaram o crime. O Hamas, no entanto, não assumiu nem negou sua participação nas mortes dos garotos israelenses. Contudo, o grupo respondeu à prisão dos militantes e à morte do jovem palestino com o lançamento de foguetes, atraindo ataques aéreos de Israel como represália.


E agora?


Um problema com a Faixa de Gaza é que esse território conta com uma superfície de 360 quilômetros quadrados e uma população de aproximadamente 1,5 milhão de habitantes. Isso significa que se trata de uma área densamente povoada — mais de 4 mil hab./km2. Então, imagine o estrago quando uma bomba cai por lá. Portanto, qualquer ofensiva aérea em Gaza inevitavelmente vai resultar na morte de civis. Porém, a questão é ainda mais grave.

Apesar de o Hamas estar respondendo aos ataques israelenses, Israel conta com uma infraestrutura defensiva extremamente moderna e muito superior à palestina, capaz de evitar que os foguetes do Hamas atinjam seus alvos. Assim, em nove dias de combates, o número de mortos é estimado em 230 na Faixa de Gaza — além de mais de 1,6 mil feridos —, enquanto apenas uma vítima fatal foi registrada no lado israelense.

Toda essa questão relacionada com as mortes dos adolescentes, na verdade, parece estar servindo como justificativa tanto para Israel como para o Hamas. Os israelenses, por um lado, poderiam aproveitar a situação para finalmente dominar o que resta do território palestino e torná-lo parte de Israel. Já o Hamas, por outro lado, se perder a Faixa de Gaza para os israelenses, perde seu poder e se torna uma organização política irrelevante na região.

Cessar-fogo?
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Parece que autoridades israelenses e palestinas haviam fechado um acordo proposto pelo Egito de cessar-fogo que deveria ter início amanhã pela manhã. Apesar disso, tudo indica que o compromisso não será respeitado, pois existem notícias de que o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria ordenado a invasão da Faixa de Gaza de por terra.

Assim, uma coisa é certa: infelizmente os conflitos estão bem longe de terminar, e quem mais sofre com isso é a população civil. Quem sabe o que falta neste conflito sejam líderes em ambos os lados que entendam que a violência apenas serve para perpetuar e motivar ainda mais violência. Existem grupos tanto em Israel como na Faixa de Gaza que trabalham juntos para encontrar uma saída para a crise, e esse talvez esse seja um bom ponto de partida.

IMPRESSIONANTE O NÚMERO DE MORTOS, TRAGÉDIAS AÉREAS!

Em oito dias, três tragédias aéreas mataram 464 pessoas

Número é maior que o total de mortes na aviação comercial do ano passado.
Entidade defende que 'voar é seguro' e historiador vê 'coincidência

Nesta sexta-feira, o presidente da França, François Hollande, afirmou que não há sobreviventes no acidente do avião da Air Algérie que caiu no Mali. Desde a última quinta-feira (17), uma sequência de três tragédias com aviões resultou em 464 pessoas mortas em apenas oito dias.
Foto divulgada pelo Exército da França mostra destroços do avião da Air Algérie que caiu no Mali (Foto: ECPAD/AP)
Air Algérie
O avião modelo McDonnell Doulgas MD-83 caiu 50 minutos após a decolagem em Uagadugu, capital de Burkina Faso, na quinta-feira (24). Destroços foram localizados em Mali.
Mortes: 118

24/7 - Equipe de resgate trabalha em meio aos destroços do avião da TransAsia Airways e das casas que ele atingiu em Penghu, Taiwan (Foto: Reuters/Stringer)
TransAsia Airways
Avião turboélice se destroçou na pista de um aeroporto na ilha de Penghu, em Taiwan, ao tentar fazer um pouso de emergência na quarta-feira (23).
Mortes: 48

Equipes de resgate trabalham em meio aos destroços da queda do voo MH17 nesta sexta-feira (18) perto de Shaktarsk, no leste da Ucrânia  (Foto: Dominique Faget/AFP)
Malaysia Airlines
O voo MH17 saiu de Amsterdam com destino a Kuala Lampur.Caiu na Ucrânia, perto da fronteira russa. Suspeita-se que o Boeing 777 foi abatido por um míssil de rebeldes separatistas.
Mortes: 298

Dados da Organização Internacional de Aviação Civil (Icao) mostram que essas 464 vítimas já superam o total de mortes na aviação comercial em cada um dos três anos anteriores. Em 2013 foram 173 mortes em 90 acidentes; em 2012, 388 mortos em 99 quedas e, em 2011, 372 mortos em 118 casos.
Já em 2010, segundo a Icao, foram 626 mortos em 104 acidentes e, em 2009, 655 vítimas em 102 casos.
O Icao, que trabalha pela segurança aérea global, afirma que houve redução do número de acidentes pelo mundo nos últimos cinco anos. Em 2013, a taxa ficou em 2,8 acidentes a cada um milhão de partidas comerciais.
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) afirma que, apesar dos últimos acidentes, "voar continua sendo seguro". "A maior prioridade de todas as empresas é segurança", ressalta o órgão. Segundo a Iata, o caso do Boeing abatido na Ucrânia foi "um crime" e um "ataque contra o sistema de transporte áereo, que é um instrumento para a paz".

"Foi uma semana muito triste para todos que trabalham envolvidos com aviação", acrescentou a organização.
Pelos dados da associação, o ano de 2013 fechou com 210 mortes envolvendo a aviação de transporte de passageiros. Segundo o órgão, a média anual vítimas no setor, nos últimos 5 anos, é de 517 mortes.
O Escritório de Arquivos de Acidentes Aéreos (B3A), organização civil internacional com sede em Genebra e que computa dados de tragédias da aviação desde 1918, afirma que neste ano já houve 68 acidentes aéreos, com 991 vítimas no total – incluindo todos os tipos de aeronave, e não só comerciais. Em 2013, o órgão havia registrado 137 colisões e 453 mortes.
O ano em que houve mais vítimas de acidentes de avião, segundo o B3A, é 1972 – quando morreram 3.344 passageiros e tripulantes.
"Mas foi um ataque terrorista”, relembra ele. “O número de acidentes aumenta porque o tráfego aéreo cresce. Mas o número de mortos anual vem diminuindo”, afirma.'Coincidência'
“Não há como dizer que esta foi a pior semana da aviação comercial, já houve outras semelhantes. Não está caindo avião. O que coincidiu é que, nesta semana, dois caíram e um foi abatido ao sobrevoar uma área de guerra”, afirma o historiador Ivan San'tana, autor de livros sobre as maiores tragédias aéreas brasileiras.

San'tana afirma que o pior dia para a aviação civil foi, "sem dúvida", 11 de setembro de 2001, quando morreram 2.996 pessoas devido à queda de quatro aeronaves nos Estados Unidos – duas delas se chocaram contra as torres do World Trade Center, em Nova York.
Outras grandes tragédias
Em 27 de março de 1977, 583 pessoas morrreram após a colisão de um Boeing da KLM com um avião da Pan Am no Aeroporto de Los Rodeos, na Ilha de Tenerife, no Arquipélago das Canárias (Espanha). O episódio ficou conhecido como “o desastre de Tenerife” e provocou mudanças na tecnologia da aviação.
Já em agosto de 1985, 509 passageiros e mais tripulantes morreram a bordo de um Boeing 747 da Japan Airlines que sofreu descompressão e caiu em uma montanha perto de Tóquio.
Em março deste ano, outro Boeing 777-200 da Malaysia Airlines, que seguia de Kuala Lampur para Pequim, desapareceu em uma área fora da sua rota original, enquanto sobrevoava o Oceano Índico. No voo MH370 iam 239 pessoas a bordo. O paradeiro da aeronave ainda é um mistério.
Air France, Airbus, acidente, tragédia (Foto: AFP)Aibus da Air France caiu no Oceano Atlântico em
2009 deixando 228 mortos (Foto: AFP)
No Brasil
As três maiores tragédias da aviação brasileira deixaram, 581 mortos no total.

Em 1º de junho de 2009, um Airbus A-330 da Air France que fazia o voo AF447 na rota Rio de Janeiro-Paris perdeu sustentação e caiu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo. Relatório da investigação apontou que o copiloto adotou um procedimento equivocado após não entender o que ocorria devido ao congelamento do pitot (sensor de velocidade) em altitude elevada.
Acidente da TAM em Congonhas em 2007 (Foto: Aquivo G1)Airbus da TAM colidiu contra prédio da companhia
no aeroporto de Congonhas, em São Paulo
Dois anos antes, em julho de 2007, outro Airbus, dessa vez da TAM, procedente de Porto Alegre (RS), varou a pista ao pousar no aeroporto de Congonhas (SP) colidindo com um galpão da companhia do outro lado de uma avenida. Houve 199 mortos e 13 feridos.

Já em setembro de 2006, um Boeing da companhia aérea Gol que fazia o voo 1907 colidiu com um jato Legacy que estava com o sensor de localização desligado e caiu em um trecho de mata fechada no norte do Mato Grosso. Todas as 154 pessoas que estavam a bordo do Boeing morreram.

NO RECIFE, O DOMINGO É MUITO MAIS LAZER !

Domingo é dia voltado para lazer no Bairro do Recife

Foto: divulgação
Foto: divulgação
Das 7h às 22h do próximo domingo (27) acontece mais uma edição do projeto RecifeAntigo de Coração, que movimenta o Bairro do Recife, área central da capital pernambucana, com programação cultural e esportiva para adultos e crianças.
Uma boa opção para curtir a programação no bairro é pegar alguma das três rotas (Norte, Sul ou Oeste) da Ciclofaixa de Turismo e Lazer e seguir para o ponto de convergência entre elas, que é no Marco Zero.
O equipamento funciona das 7h às 16h e garante um passeio por pontos turísticos da cidade. Haverá também aluguel de bicicletas e patins, das 8h às 17h, na Rua do Bom Jesus, e uma rampa de skate, na Avenida Alfredo Lisboa, das 8h às 17h.
Confira a programação completa:
POLO INFANTIL
Palhaço Chocolate: Marco Zero, das 15h às 16h30;
Recreação: Avenida Alfredo Lisboa, das 8h às 18h;
Futebol de botão: Avenida Alfredo Lisboa, das 8h às 18h;
POLO ESPORTIVO
Futebol Americano: Avenida Rio Branco, das 8h às 12h;
Vôlei: Avenida Marquês de Olinda, das 8h às 17h;
Futebol: Rua Dona Maria César, das 8h às 17h;
Basquete de rua: Avenida Marquês de Olinda, das 8h às 17h;
Handebol: Avenida Marquês de Olinda, das 8h às 17h;
Slackline: Avenida Marquês de Olinda, das 8h às 17;
Patinação artística: Avenida Marquês de Olinda, das 14h às 18h;
Aluguel de bicicleta e patins: Rua do Bom Jesus, das 8h às 17h;
Rampa de skate: Avenida Alfredo Lisboa, das 8h às 17h;
POLO CULTURAL, ARTISTÍCO E DE LAZER
Venda de Caricaturas: Avenida Rio Branco, das 8h às 18h;
Exposição de carros antigos: Avenida Rio Branco, das 12h às 18h;
Apresentação da Organização de Auxílio Fraterno do Recife: Marco Zero, das 8h às 9h;
Gabriel Sá: Marco Zero, das 9h30 às 10h30;
Os Gonzagas: Marco Zero, das 11h às12h;
Muniz do Arrasta-pé: Marco Zero, das 13h30 às 14h30;
Samba de Luxo: Marco Zero, das 17h às 18h;
Dançando na Rua: Praça do Arsenal, das 16h às 22h;
POLO MUSICALKarynna Spnielly e convidados: Rua da Moeda, das 15h às 18h30;

AÉCIO, DEFENDE REDUÇÃO DA MAIORIDADE, PARA CRIMES HEDIONDOS !

Aécio Neves defende redução da maioridade penal para crimes hediondos 

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, defendeu nesta sexta-feira (25) a redução da maioridade penal para crimes hediondos, ao visitar a comunidade de Vigário Geral, na zona norte do Rio de Janeiro, onde assistiu a apresentações de dança e música na sede da ONG Afro Reggae e conversou com moradores.
Segundo Aécio Neves, a redução da maioridade penal para crimes hediondos “pode sinalizar um caminho para a diminuição da impunidade. Estamos falando de casos gravíssimos, crimes hediondos significam 1% do total de jovens que cometem algum delito. Mas essa não é a solução, é uma questão paliativa. A solução é a educação, é a oportunidade, é fazer o Brasil crescer”.
Entre as propostas do candidato estão iniciativas de reinserção de egressos do sistema penitenciário e oportunidades de trabalho e renda para os jovens. Ele citou projeto de Minas Gerais que pretende levar para todo o país, caso seja eleito, que oferece uma poupança para jovens do ensino médio, a qual pode ser resgatada, ao final do terceiro ano, se o jovem tiver uma frequência mínima na escola, participar de oficinas de capacitação e não cometer nenhum crime.
Na saída do restaurante popular onde almoçou, Aécio comentou o pacote divulgado hoje pelo Banco Central, que visa a incentivar os bancos a transformarem em crédito ao consumidor valores retidos como depósitos compulsórios. Ele classificou a medida como “um improviso”. “Como não houve planejamento e o Brasil não conseguiu manter um mínimo de credibilidade para que os investimentos retornassem, essas medidas paliativas e emergenciais podem ter um custo alto lá na frente”.
 “O Brasil é hoje um país com enorme desconfiança dos investidores internos e externos pelo excessivo intervencionismo do Estado em setores fundamentais da economia, como o setor energético e o de petróleo. Temos que estabelecer regras claras”, disse, acrescentando que “é preciso adotar um novo modelo, baseado na meritocracia, no Estado enxuto e eficiente”.
CONFLITO – Aécio Neves comentou também os ataques de Israel à Faixa de Gaza e as declarações do governo israelense, que classificou o Brasil de “anão diplomático” e “parceiro irrelevante”.
“O Brasil, ao longo desses últimos anos, vem tendo uma política externa com viés claramente ideológico. Esta questão específica do conflito na Faixa de Gaza, eu compreendo que haja, sim, uso excessivo da força. Mas nós temos que primar nossa posição pelo equilíbrio. Nós teremos uma política externa que não será ideologizada, será pragmática. Nós temos que reinserir as empresas brasileiras nas cadeias globais das quais elas saíram”.

PARA O FUTEBOL TEM DINHEIRO... MAIS PARA OS APOSENTADOS... FALTA !

Governo quer acelerar lei de refinanciamento no futebol

Comissão será formalizada até o final da próxima semana / Foto: Agência Brasil
Após reunião com representantes de 12 dos principais clubes do futebol brasileiro, a presidente Dilma Rousseff decidiu criar uma comissão para fazer modificações na Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte e apresentá-las para votação no Congresso Nacional em setembro. Ainda não foi decidido se a proposta será transformada em Medida Provisória.

O encontro desta sexta-feira em Brasília também contou a participação dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Esporte, Aldo Rebelo, além do assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. Ficou decidido que a comissão será formalizada até o final da próxima semana e reunirá, além dos clubes, representantes dos ministérios da Fazenda, do Esporte e da Advocacia-Geral da União (AGU). O governo gostaria de encaminhar as modificações já em agosto, mas, devido ao calendário eleitoral e o consequente esvaziamento do Congresso neste período, sabe que a proposta só poderá ser apreciada após as eleições.

Dilma ouviu as sugestões dos dirigentes nesta sexta-feira e se comprometeu a acelerar a aprovação do projeto que pretende refinanciar as dívidas fiscais dos clubes. O argumento dos cartolas é de que os clubes vivem uma situação de calamidade financeira, com uma dívida superior a R$ 2,7 bilhões, e que o refinanciamento seria o primeiro passo para melhoria do futebol brasileiro. "Tem clube que não chega ao final do ano se esse projeto não for votado", disse o secretário nacional de futebol e defesa dos direitos do torcedor, Antonio Nascimento.

A Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte é um substitutivo ao projeto relatado pelo deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) que prevê o refinanciamento, em 25 anos, das dívidas que os clubes têm com o INSS, Imposto de Renda, FGTS, Timemania e Banco Central. Mas, para terem direito ao benefício, os clubes precisam se comprometer com obrigações como apresentação de certidões negativas de débito um mês antes de competições, sob pena de rebaixamento. Entre as contrapartidas ainda está a obrigatoriedade do pagamento dos salários de atletas e funcionários em dia, além do controle do déficit financeiro da instituição.

"Eu acho que agora é um momento muito importante de discutir o que está sendo discutido", afirmou o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, presente no encontro. "Não é uma anistia (às dívidas dos clubes), e sim um parcelamento que não comprometa a saúde financeira dos clubes. Se você começa a cobrar parcelas muito altas dos clubes, (o clube) começa a ter de tomar empréstimo para pagar as dívidas fiscais. O caso é alongar o máximo para que os clubes possam, dentro do seu dia a dia, pagar as dívidas."
Equanto isso os APOSENTADOS...

Salário Mínimo x Realidade Econômica: Custo de Vida no Brasil é muito elevado

Salário mínimo x Realidade: Custo de vida no Brasil é alto
Em 2010, um trabalhador ganhando o salário mínimo gastava, em média, 46% de sua renda só com a cesta básica. O restante da renda tinha que ser distribuído entre os outros gastos
Desde janeiro deste ano está em vigor o novo salário mínimo de R$724. O aumento nominal foi de 6,8%, mas em termos reais, isto é, descontada a inflação de 2013 – prevista para 5,8% – o aumento foi de 0,93%.
O valor nominal do aumento, de R$ 46 não parece ser muita coisa, mas significa muito para quem depende de um salário mínimo para sobreviver. Esse salário, sabemos, não é o adequado para garantir um nível razoável de qualidade de vida.
De acordo com o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo ideal no Brasil deveria ser de R$ 2.685,47. Por isso muita gente se pergunta: se esse salário é de sobrevivência, por que ele é tão baixo? Por que não aumentá-lo para um nível que garanta um nível razoável de qualidade de vida?
Há muitos aspectos inerentes ao salário mínimo, os quais, obviamente não seriam possíveis discutir aqui, mas vamos a um panorama geral.
Como é feito o reajuste
O aumento do salário mínimo está vinculado a uma série de fatores que causam fortes impactos na economia. O Governo, ao fechar o orçamento para o ano seguinte, prevê o ajuste do salário mínimo considerando a inflação do ano corrente – medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) – mais um acréscimo da variação do crescimento da economia de dois anos atrás. A variação do PIB (Produto Interno Bruto) entra no cálculo para que o salário mínimo tenha um aumento real. Além disso, considera-se dois anos passados porque não é possível computar o crescimento do PIB no mesmo ano. Haverá sempre essa defasagem de tempo.
Então, o reajuste de 2014 foi definido da seguinte forma: a inflação de 2013 deve ser de 5,8%. O PIB de dois anos atrás, ou do ano de 2011, cresceu apenas 0,9%. Logo, toma-se a base do salário de R$ 678 e acrescenta-se a inflação prevista de 2013, que é de 5,8%. O salário corrigido pela inflação ficaria em R$ 717,32. Sobre esse valor, acrescenta-se a variação do PIB de 2011 (0,9%) chegando aos R$ 724.
O baixo salário
Muito bem, esses foram os critérios de reajuste. A questão agora é porque o valor base do salário mínimo é tão baixo. Ao definir o mínimo por Lei, o Governo estabelece que nenhum cidadão poderá ganhar menos que isso. Em países onde não há obrigatoriedade do mínimo, as pessoas ganham de acordo com sua qualificação, produtividade, desempenho etc. Como o Brasil não oferece condições para deixar todo o seu contingente populacional devidamente qualificado, então precisa proteger as classes menos favorecidas, garantindo a elas um rendimento mínimo. No final das contas, quem ganha o mínimo são as domésticas, aposentados (nem todos, vale lembrar), trabalhadores simples de modo geral.
Eis o primeiro ponto: há um bom contingente de aposentados, e se o Governo aumentar o valor do mínimo terá que aumentar os salários dos aposentados. Depois, vem o aumento natural dos salários do funcionalismo público. Esse aumento causa forte impacto nas contas do Governo. Um segundo ponto é o risco de aumento da informalidade. Isso é uma aberração, porque o risco de aumentar a informalidade está vinculado aos elevados encargos trabalhista. Um microempresário não teria condições de arcar com um salário superior ao patamar atual, por exemplo.
Não houve ganho real
Quem ganha um salário mínimo, especialmente em Manaus, certamente passa por sérias dificuldades financeiras. Em 2010, um trabalhador ganhando o salário mínimo gastava, em média, 46% de sua renda só com a cesta básica. O restante da renda (cerca de R$ 273,00) tinha que ser distribuído entre moradia, transporte, vestuário, lazer e saúde. Espantosamente, esse percentual praticamente não mudou de 2010 para 2013, embora o salário mínimo tenha tido correção acima da inflação.
Em 2011, os gastos com a cesta básica representou, em média, 46,12% do salário mínimo. Em 2012, esse percentual caiu para 44,3%, que foi reflexo do aumento de 14% do salário naquele ano. Contudo, em 2013 os gastos com a cesta básica voltaram para o nível de 46%. Ou seja, para quem recebe um salário mínimo, os reajustes no salário não têm representando ganhos reais. Assim, fica claro que a desigualdade social não se resolve, ao contrário, tende a se perpetuar.
Critério de reajuste
O critério de reajuste do salário mínimo foi definido pelo Projeto de Lei 382 de 2011 e fixa esses critérios até 2015. Já a Lei 12.255 de 2010 estabeleceu as diretrizes para a política de valorização do salário mínimo no Brasil.
quanta diferença nos valores ein ?

GREVE DOS RODOVIÁRIOS E A LIMINAR DA JUSTIÇA !

Liminar determina que 100% dos rodoviários trabalhem nos horários de pico


 / Foto: Angélica Souza/JC Trânsito
A  Urbana-PE (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco) e o Transportes Rodoviários de Passageiros no Estado de Pernambuco (Serpe-PE) ganharam a liminar no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região nesta sexta-feira (25) determinando que 100% dos rodoviários prestem serviços durante os horários de pico, das 6h às 9h e das 16h às 20h.  E 50% dos empregados trabalhem nos demais horários.
Os rodoviários, em assembleia nessa quinta-feira (24), no Marco Zero, decidiram deflagrar greve por tempo indeterminado a partir da 0h da próxima segunda-feira (28)
Nesta sexta-feira, os trabalhadores distribuíram, pela área central do Recife, panfletos  pedindo apoio da população e informa as razões do decreto de greve.
Os rodoviários rejeitaram a contraproposta de reajuste salarial de 5% - a categoria aceitou a proposta do aumento de 10% no salário sugerida pelo Ministério Público do Trabalho. Também reivindica  reajuste do tíquete refeição para R$ 320 - hoje é R$ 171. O salário pago aos motoristas atualmente é de R$ 1.605 e a cobradores, R$ 783,30.

JÁ CHEGA A 25 O NÚMERO DE IMPUGNADOS EM PERNAMBUCO !

TRE-PE contabiliza 25 pedidos de impugnação de candidaturas

                                   
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) recebeu 25 pedidos de impugnação de candidaturas no primeiro relatório divulgado no último dia 18. As solicitações foram feitas por caminhos distintos, algumas pela Procuradoria Regional Eleitoral, outras pelos partidos políticos, por candidatos ou por coligações. As impugnações são julgadas pelo TRE, que decidirá se os candidatos poderão continuar na disputa eleitoral.
Entre os nomes divulgados, 16 postulantes tiveram as candidaturas impugnadas pelo Ministério Público Eleitoral. Outros cinco registraram a candidatura pelo PSOL e o partido entrou com pedido de impugnação com o argumento de que os candidatos não foram escolhidos durante a convenção do partido.
O ex-prefeito de Serra Talhada Carlos Evandro Pereira de Meneses (PR) desistiu de concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ele teve a candidatura impugnada pelo MPE por causa das contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O deputado estadual José Maurício Cavalcanti (PP), que teve a candidatura à reeleição questionada por doações de campanhas anteriores acima do limite permitido, também consta na lista da instituição.
O presidente da Federação das Associações de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Femicro), deputado estadual José Tarcísio (PTB), foi outro que ultrapassou o limite das doações. Malba Lucena (PTC) poderá ser excluída da eleição, pois responde por abuso de poder quando era deputada estadual.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pessoas físicas podem doar até 10% do rendimento bruto contabilizado no ano anterior ao da eleição. Já pessoas jurídicas poderão doar até 2% do faturamento bruto. A terceira opção é que o candidato poderá utilizar em favor de sua própria campanha eleitoral o valor equivalente a até 50% do seu patrimônio informado à Receita Federal, relativo ao exercício anterior ao do pleito (no caso, 2013).
Outra candidata que pode ficar fora da disputa de deputado estadual é a ex-vice-prefeita de Brejo da Madre de Deus Clarice Correa (PP). Eleita em 2012, ela foi cassada junto com o então prefeito da cidade, José Edson, por abuso de poder econômico e político.
Segundo o TRE, as decisões devem ser divulgadas até o início de agosto, até lá os candidatos podem continuar com as campanhas. Em Pernambuco, foram feitos 736 registros de candidaturas, sendo 170 de deputados federais e 537 de estaduais.

DE QUEM É A CULPA ? AS VITIMAS DOS BLACK BLOCS

Ivaldo mais
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SBT Rio
Cinegrafista acaba hospitalizado
O cinegrafista do SBT, Tiago Ramos foi hospitalizado após ter sido ferido por manifestantes durante a libertação de três ativistas nesta quinta-feira (24). Igor Pereira D’Icarahy; Elisa Quadros Pinto Sanzi, conhecida como “Sininho”, e Camila Aparecida Rodrigues Jourdan estavam presos há 13 dias no Complexo Penitenciário de Bangu, sendo libertados após decisão judicial.
Sob aplausos e palavras de ordem contra a imprensa e a polícia, cerca de 30 protestantes aguardaram durante todo o dia a saída dos presos. Igor foi o primeiro a deixar o complexo, seguido por Camila e Elisa. O tumulto começou quando Sininho, a última a deixar a prisão e uma das black blocs mais respeitadas entre o grupo, seguia escoltada pelos manifestantes até um carro. No ato de querer registrar a saída, essas pessoas começaram a dar chutes e socos nos membros da imprensa.
O cinegrafista do SBT Rio levou uma “voadora” de um deles. “Pensei que iam me chutar, pisar em mim. Se não fossem os colegas, não sei o que poderia acontecer”, relatou Ramos em entrevista o Jornal O Dia que se machucou na boca, no braço e tornozelo. Ele foi levado para um hospital particular.


O LEGADO DE ARIANO SUASSUNA !

IVALDO MAIS

Ariano Suassuna deixa legado de dramaturgo, romancista e poeta

Fundador do Movimento Armorial e indicado pelo Senado à disputa pelo Nobel.

Ariano Suassuna: formado em direito, dedicou-se por mais de 65 anos à arte de escrever  (Annaclarice Almeida/DP/D.A Press )
Ariano Suassuna: formado em direito, dedicou-se por mais de 65 anos à arte de escrever
"Eu sou escritor. O escritor convencido, além de antipático, é um indecente. Acho que só se pode avaliar o valor de um escritor muito tempo depois da morte dele", disse Ariano Suassuna em entrevista ao Correio Braziliense em 2013. Morto aos 87 anos nesta quarta-feira, 23, vítima de acidente vascular cerebral, o autor paraibano deixa legado digno de um dos mestres de sua época.


Ocupante da cadeira 32 na Academia Brasileira de Letras, o artista tem talento reconhecido pelos colegas tanto na literatura — com obras como 'O romance d'a Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-volta' (1971) — quanto na dramaturgia — 'Auto da Compadecida' (1955) é apontado como sua obra-prima. Teve títulos traduzidos em pelo menos sete idiomas e, em 2012, foi indicado por uma comissão do Senado Federal como representante brasileiro na disputa pelo Prêmio Nobel de Literatura.

Nascido em Nossa Senhora das Neves, cidade  que se tornaria João Pessoa, Ariano viveu no sertão da Paraíba antes de mudar-se com a família para o Rio de Janeiro, ainda na infância, e de lá retornou ao estado natal após o assassinato do pai, motivado por questões políticas. Passou a juventude no Recife, em Pernambuco, onde fundou o Teatro do Estudante e escreveu sua primeira peça, 'Uma mulher vestida de sol' (1947).

Formado em direito na capital pernambucana, dedicou-se à advocacia ao mesmo tempo em que desenvolvia seus trabalhos como dramaturgo, com obra extensa em curto período. 'Auto da compadecida' foi escrito neste período em que Ariano se dividia entre as duas carreiras. Lançada em 1955, a peça tornou-se sua obra mais conhecida e alçou-o à fama entre os entusiastas do teatro no país à época.

Na década seguinte, tornou-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco, onde atuou até aposentar-se, em 1994.  Defensor da valorização de elementos regionais na cultura, foi um dos fundadores do Movimento Armorial, que pregava o desenvolvimento de obras eruditas com repertório ligado às características típicas do Nordeste.

O primeiro romance de Suassuna surgiu ainda em 1956, quando 'A história de amor de Fernando e Isaura' foi lançado na esteira da repercussão de 'Auto da Compadecida'. Em prosa, o autor ainda criou 'Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta' (1971) e 'História d’O rei degolado nas caatingas do Sertão/Ao sol da Onça Caetana' (1976). Em poesia, lançou quatro títulos entre as décadas de 1950 e 1980, além de uma antologia publicada em 1999.

Últimos dias 
Um novo livro ocupava a rotina de Ariano Suassuna. Ao Correio, o artista antecipou que reuniria "teatro, poesia e romance" na obra. "Sou mais conhecido como dramaturgo, por causa do 'Auto da Compadecida', menos conhecido como romancista e menos ainda como poeta. Mas, dou muita importância à poesia que faço. Ela é a fonte de tudo que escrevo", explicou o escritor, no ano passado. Ariano ainda anunciou o título da criação: 'O jumento sedutor'.
  
Na última sexta-feira, 18, o escritor concedeu uma aula-espetáculo no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), no Agreste de Pernambuco. Na manhã do sábado, 19, ainda tirou fotos com fãs que participavam do evento. Segundo Samarone Lima, assessor de Ariano, ele estava ótimo e muito animado. "Ele estava normal, estava bem", contou.

Em agosto de 2013, Ariano Suassuna sofreu um infarto agudo do miocárdio e foi internado no Hospital Português. Segundo os médicos, ele teve um comprometimento cardíaco considerado de pequenas proporções. Dois dias após receber alta médica, deu entrada novamente na unidade. Ele teria sido encontrado desacordado no chão de casa por familiares e passou mais quatro dias na UTI.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

PARA A GUARDA MUNICIPAL DO RECIFE, VEJA AS NOVAS DATAS !

Prefeitura do Recife divulga novo calendário de provas para guarda municipal.

 IVALDO MAIS
Concurso Recife 2014
Prefeitura do Recife libera novo calendário para guarda municipal.
A Prefeitura do Recife divulgou o novo calendário do concurso para a Guarda Municipal. A seleção foi realizada em 1º de junho e cancelada nove dias depois. A decisão foi tomada porque faltou energia, por mais de uma hora, em um dos locais de prova, prejudicando 3.268 candidatos. Mais de 45 mil pessoas estão inscritas no concurso. Os candidatos agora poderão conferir os locais de prova, a partir de 28 de setembro, no site do Instituto de Planejamento e Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico e Científico (Ipad), organizador do processo.
De acordo com o calendário, as provas objetivas estão marcadas para 19 de outubro de 2014. Nem o edital do concurso nem o conteúdo das provas foram alterados. Serão 50 questões objetivas de múltipla escolha que abordarão conhecimentos gerais de português e matemática e conhecimento específico de noções de direito constitucional, penal, legislação de trânsito e cidadania. Na primeira etapa da seleção, os candidatos também serão submetidos a exames médico, físico e psicotécnico.
Os aprovados na etapa inicial estarão automaticamente inscritos na seguinte, que trata do curso de formação com duração de 500 horas. O resultado final deve ser homologado em 30 de julho 2015.
Ao todo, são oferecidas 1.355 vagas com salário de R$ 1.082,82, mais gratificação de R$ 525 e risco de vida de R$ 324,85, totalizando R$ 1.932,67. Aprovados poderão atuar como agentes de trânsito, patrimoniais ou na brigada ambiental da Cidade do Recife.