quinta-feira, 14 de agosto de 2014

AS OUTRAS VITIMAS...

Jornalista foi uma das vítimas do acidente que matou Eduardo Campos.
Família e amigos relembram o carisma e a atenção dele com as pessoas.

Carlos Percol, assessor de imprensa de Eduardo Campos que morreu na queda de avião. (Foto: Reprodução / TV Globo)
“Ele estava vivendo um momento muito especial da vida”. As palavras são do jornalista Carlos Eduardo Santos, ou Cacá, sobre Carlos Augusto Ramos Leal Filho, o Percol, de 36 anos, que morreu junto com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos em um acidente aéreo. A queda da aeronave aconteceu nesta quarta-feira (13), em Santos (SP). Cacá e Percol eram amigos há mais de vinte anos. Segundo o amigo, a família ainda não anunciou detalhes sobre o velório e o enterro.
Irmã de Percol, Sandra Leal afirmou, nesta quinta-feira (14), que a família está recebendo toda assistência das autoridades públicas. “Geraldo Julio [prefeito do Recife] e Sileno Guedes [presidente estadual do PSB] disseram que tudo está sendo cuidado por eles. O que forem fazer por Eduardo Campos, farão pelas outras vítimas. Estão sendo muito atenciosos”, afirmou Sandra. De acordo com ela, o prefeito e autoridades locais já fizeram visitas à mãe de Percol, dona Alzira. “Eu tinha falado com ele depois da entrevista de Eduardo Campos Jornal Nacional, por volta das 22h, parabenizando pela entrevista. Ele estava muito feliz, disse: ‘foi massa mesmo’”, lembra, bastante emocionada. “Era um menino maravilhoso. Foi muito bem criado, tinha uma legião de amigos, alguns acompanham ele desde as primeiras escolas. Meu querido Guto”, falou.
 
EDUARDO CAMPOS
Carlos Percol tinha casado há quatro meses com a também jornalista Cecília Ramos, e há cerca de 15 dias ela havia pedido licença do jornal onde trabalha, no Recife, para se juntar à equipe de Eduardo Campos, em São Paulo. “Ele estava no ápice da carreira, atuando em uma campanha nacional. Comentava sempre que estava andando pelo Brasil todo, conhecendo jornalistas de toda parte. Costumava dizer que estava morando no avião, mas dormia em São Paulo”, relatou Carlos Eduardo.
Segundo o amigo, Cecília Ramos chegou ao Recife por volta de 1h30 da manhã desta quinta, estava em São Paulo. “Ela está devastada. Uma amiga nossa estava no interior de São Paulo, a trabalho, e foi encontrar com ela na capital, voltaram juntas para o Recife”, contou. Cacá disse que um grupo de cerca de 40 pessoas, entre parentes e amigos, foi ao aeroporto buscar Cecília.
Percol foi secretário de imprensa da Prefeitura do Recife entre janeiro de 2013 e abril de 2014. Em maio de 2014, passou a integrar a equipe de campanha de Eduardo Campos para a Presidência da República. Ele já havia trabalhado com Eduardo no Governo de Pernambuco durante mais de seis anos, como gerente de Relações com a Imprensa. Também trabalhou nas campanhas de Eduardo Campos para o governo do Estado, em 2006 e 2010, e na campanha de Geraldo Julio para a prefeitura do Recife, em 2012.
Amigo querido
Carlos Eduardo e Carlos Percol se conheceram no ensino médio e estudaram juntos também no cursinho e na faculdade de jornalismo. O apelido que virou sobrenome, Percol, vem da época em que se conheceram. “Era por causa da calça que ele usava na época do colégio, tinha a marca ‘Percol’ bem grande”, lembra.
“A gente se falava quase todo dia pelo Whatsapp, no grupo de amigos de Boa Viagem [bairro da Zona Sul do Recife onde moraram]. Ele tratava os amigos como irmãos, passava um dia aqui no Recife e fazia questão de ligar pra todo mundo, encontrar, sair pra jantar ou ir à casa de alguém”, disse. No último dia 15 de julho, o grupo havia se reunido e organizado uma festa de aniversário para Percol.
Outro ponto que costumava unir Percol aos amigos era a torcida pelo Sport. O pai dele, conhecido como Carlinhos Ramos Leal, fez sucesso na década de 50 como atacante do time e o filho continuava um torcedor fervoroso.
O acidente
As outras vítimas do acidente foram os também fotógrafos pernambucanos Alexandre Severo e Marcelo Lyra;  Pedro Almeida Valadares Neto, assessor de campanha e ex-deputado federal; e os pilotos Geraldo Magela Barbosa da Cunha e Marcos Martins.

O acidente que matou Eduardo Campos aconteceu em Santos, SP, na manhã da quarta (13), e matou sete pessoas, sendo dois tripulantes e cinco passageiros. O jato particular caiu sobre um bairro residencial e matou as sete pessoas que estavam a bordo. Chovia no momento da queda. A Aeronáutica vai apurar as causas da queda do avião. Em paralelo, a Polícia Civil também irá investigar o caso para buscar possíveis responsáveis


Marcelo Lyra era diretor de fotografia do candidato do PSB à presidência.
Ele foi uma das sete vítimas do acidente de avião ocorrido em Santos (SP).

Marcelo Lyra, fotógrafo que morreu no avião em que estava Eduardo Campos (Foto: Reprodução / Facebook)Marcelo Lyra atuava como diretor de fotografia na campanha
de Eduardo Campos (Foto: Reprodução / Facebook)
Em poucas palavras, Vitor Jucá, sobrinho do fotógrafo Marcelo Lyra, 37 anos, uma das vítimas da queda do avião que também matou o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, resumiu o sentimento da família a respeito do acidente: "Fomos todos pegos de surpresa". O acidente aconteceu nesta quarta-feira (13), quando a aeronave caiu em Santos (SP).
Jucá comentou que Marcelo estava tranquilo e feliz com o trabalho desempenhado na campanha de Eduardo Campos, onde atuava como diretor de fotografia. "Ele estava em dúvida se mudaria para São Paulo, em função da campanha. Ele tem um filho pequeno, estava pensando na saudade... Mas estava tranquilo", informou.
Vitor Jucá estava em João Pessoa e chegou ao Recife no meio da tarde, atordoado com a notícia da morte do tio. "A gente não sabe de nada ainda sobre velório, enterro... Estamos na expectativa, nossa casa está cheia de amigos. A última vez em que falei com ele foi no Dia dos Pais, mandei uma mensagem de parabéns", lembrou.
Marcelo Lyra deixa mulher, uma filha de 18 anos e um filho de pouco mais de 1 ano. Ele se formou em administração, mas sempre foi apaixonado por fotografia. Por isso, deixou a profissão de formação de lado e passou a se dedicar às imagens. Atuando como fotógrafo profissional desde 2000, foi um dos fundadores da agência Olhonu e atuou no coletivo fotográfico Santo Lima, ambos no Recife.


Velório de Alexandre Severo, 36 anos, será realizado no Grande Recife.
Em 12 anos de carreira, profissional acumulou importantes prêmios.

Alexandre morreu no mesmo acidente de avião que vitimou o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos (Foto: Reprodução / Facebook)Alexandre morreu no mesmo acidente de avião que vitimou
o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo
Campos (Foto: Reprodução / Facebook)
A família do fotógrafo Alexandre Severo Gomes e Silva, 36 anos, informou na tarde desta quarta (13), que o velório dele vai ocorrer no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife, onde o corpo também será cremado. Alexandre morreu no mesmo acidente de avião que vitimou o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos. Ele havia sido contratado para acompanhar o ex-governador de Pernambuco durante a campanha.

Irmã do fotógrafo, Patrícia Gomes, 34 anos, contou ao G1 que imaginou que Severo teria morrido assim que soube da queda da aeronave, em Santos (SP). “Pela manhã, por volta das 9h30, eu mandei para ele fotos da nossa mãe na academia [de ginástica]. No entanto, ele não abriu as mensagens. Achei muito estranho porque ele era muito ligado à tecnologia. Aí, depois de meio-dia, um amigo me ligou contando que tinha caído o avião com Eduardo Campos. Na mesma hora, pensei que ele tinha morrido”, lamentou.
 
Ela acrescentou que Severo chegou a cursar direito e publicidade, antes de descobrir a paixão pela fotografia. “Em 1995, ele entrou na faculdade de direito, mas nunca gostou, não acordava para ir às aulas. Depois, mudou de curso e foi fazer publicidade e começou a gostar de fotografar ao pagar uma cadeira de fotografia. No último ano de publicidade, ele largou o curso e foi fazer fotografia”, detalhou Patrícia.
Formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e com pós-graduação em fotografia na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Severo acumulou, desde 2002, importantes trabalhos e prêmios. No Recife, ele passou pelas redações do Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco e Folha de Pernambuco.

Em 2009, ele recebeu menção honrosa no prêmio Wladimir Herzog pelo ensaio "À Flor da Pele", que retratava a história de três irmãos albinos nascidos em uma família de negros em Olinda, Grande Recife. O material, produzido com o repórter João Valadares, foi publicado pelo Jornal do Commercio.

Em 2009, Severo recebeu menção honrosa no prêmio Wladimir Herzog pelo ensaio À Flor da Pele, que retratava a história de três irmãos albinos nascidos em uma família de negros em Olinda (Foto: Reprodução / Site Oficial de Alexandre Severo)Em 2009, Severo recebeu menção honrosa no prêmio Wladimir Herzog pelo ensaio À Flor da Pele, que retratava a história de três irmãos albinos nascidos em uma família de negros em Olinda (Foto: Reprodução / Site Oficial de Alexandre Severo)

Atualmente, Severo morava em São Paulo e mantinha um site com fotografias, onde se descrevia como “fotógrafo independente”. “Ele já foi casado, mas estava solteiro. Atualmente, era ele, eu e nossa mãe. Nosso pai é falecido há 14 anos. É uma tristeza muito grande, ainda não acredito”, desabafou a irmã.

AS INVESTUGAÇÕES, JÁ COMEÇARAM..

Sob segredo de Justiça, perícia do acidente já começou

Nos termos da lei assinada pela presidente Dilma Rousseff, a polícia e o Ministério Público precisam de autorização judicial para ter acesso ao processo investigativo / Foto: AFP Nos termos da lei assinada pela presidente Dilma Rousseff, a polícia e o Ministério Público precisam de autorização judicial para ter acesso ao processo investigativo Foto: AFP

A tela do computador da sala de operações da Base Aérea de Santos indicava que o dia seria "chuvoso e nublado", com a temperatura oscilando entre 13°C e 20°C. Na segunda resolução, a informação adicional - nevoeiro súbito, vento forte. Nada, porém capaz de impedir as operações de pouso e decolagem. Passava pouco das 9 horas.

O experiente piloto Geraldo Cunha, ex-comandante comercial da TAM, tinha sob comando um notável jato executivo de até 12 lugares - o modelo usado por Eduardo Campos era configurado para nove passageiros, com mais um assento dobrável, adicional -, o Cessna 560 XL, Citation. No mundo há cerca de 580 unidades desse bimotor de médio porte. Robusto, com poderosos motores Pratt & Whitney 500 e recursos eletrônicos de última geração, ele podia cobrir 3.900 quilômetros sem escalas na velocidade de cruzeiro de 850 km/h. A Força Aérea Brasileira emprega versões eletrônicas do Citation para calibragem de seus sistemas de orientação do tráfego.
Segundo dois oficiais da aviação militar ouvidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo", o comandante Cunha tomou a decisão de abortar o pouso e de arremeter, provavelmente ao não localizar visualmente o eixo da pista de 1.400 metros, talvez em meio à chuva fina e à névoa rasteira. O que houve depois, acreditam os militares, será conhecido só por meio da investigação e da perícia.
A hipótese de que tenha havido esforço excessivo das turbinas, exigidas ao máximo durante a arremetida, era considerada pouco provável entre prestadores de serviços de manutenção de aeronaves da mesma classe do Citation. O fenômeno, raro, ocorre quando o motor supera seu limite e perde potência, em vez de ganhar força de empuxo.
Na quarta-feira (13) mesmo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) começou a trabalhar. O levantamento é protegido por sigilo de Justiça. Nos termos da lei assinada pela presidente Dilma Rousseff, a polícia e o Ministério Público precisam de autorização judicial para ter acesso ao processo, ouvindo, antes, o próprio Cenipa. O cuidado é justificado como forma de preservar a investigação da causa e de aprender com ela sem necessariamente apurar as responsabilidades.
REGISTROS - O PR-AFA tinha caixas-pretas. O dispositivo acumula dados em uma espécie de disco rígido. O sistema terá armazenado a conversa entre os pilotos e os contatos com os controladores. Informações a respeito dos freios, asas, fuselagem, dos motores e dos movimentos realizados são reunidos do Módulo de Captação. A unidade resiste a impactos de 15 toneladas

TIME DO CORAÇÃO DE EDUARDO CAMPOS, SEGUE COM HOMENAGENS !

JUSTA HOMENAGEM...

Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter
Torcedor ilustre, Eduardo Campos não poderia deixar de ser homenageado pelo Náutico. Por isso, no jogo do próximo sábado, contra o Luverdense, os alvirrubros entram em campo na Arena Pantanal com uma faixa no uniforme em homenagem ao ex-governador, morto em um acidente aéreo na última quarta, em Santos, São Paulo.
Na camisa, a mensagem “não vamos desistir do Brasil”. Uma faixa com a mesma imagem vai ser carregada pelos jogadores antes do jogo. A frase é de Eduardo, dita no encerramento de uma de suas últimas entrevistas, no dia anterior à tragédia.

O SEPULTAMENTO DE EDUARDO..

PARA SEMPRE, EDUARDO !

João Lyra decretou luto oficial de sete dias em respeito à morte de Campos / Foto: Guga Matos/ JC Imagem O governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSB) confirmou, nesta quinta-feira (14), em entrevista à Rádio Jornal, que a missa de corpo presente do ex-governador do Estado e candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, que morreu tragicamente em um acidente de avião em Santos nesta quarta-feira (13), será realizada na Praça da República, em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. "Falamos com Renata Campos na casa de Eduardo e ela concordou que o melhor local seria lá, porque é maior, para que todos possam participar da missa", 
Lyra decretou luto oficial de sete dias em respeito à morte de Campos, e lamentou o fim trágico do amigo: "Sinto neste momento uma enorme dor, e a vejo compartilhada com todos os que conheceram Eduardo Campos e passaram a admirá-lo, nestes anos de dedicação à vida pública".
Eduardo será enterrado no Cemitério de Santo Amaro, área central do Recife, no mesmo túmulo de seu avô, Miguel Arraes, que morreu no mesmo dia do neto, há nove anos. A data e a hora dos eventos ainda não foram confirmadas, uma vez que os trabalhos de identificação dos corpos ainda estão sendo realizados. Lyra viaja nesta quinta a São Paulo para acompanhar o processo: "Acho que daqui para o final da tarde teremos uma confirmação desse cronograma". A expectativa é de que o sepultamento seja no fim de semana.
Ainda de acordo com o governador, o prefeito da capital pernambucana, Geraldo Julio (PSB), fará uma visita às famílias dos outros integrante da aeronave que eram do Recife: "Vamos consultar os familiares para saber se eles querem fazer um velório coletivo". Carlos Percol, assessor de imprensa da campanha, e Alexandre Severo, fotógrafo, devem ser velados no Recife, enquanto o ex-deputado federal e um dos coordenadores de campanha, Pedro Valadares Neto, deve ser velado em Sergipe e Marcelo Lyra, cinegrafista, deve seguir para Maceió (AL)

ESPECULAÇÕES SOBRE A CHEGADA DO CORPO DE EDUARDO A PERNAMBUCO !


Geninha da Rosa Borges, 92 anos, chamava Eduardo Campos de neto. Foto: Mariana Dantas/NE10

Em breve entrevista à imprensa na tarde desta quinta-feira (14), o presidente do PSB de Pernambuco, Sileno Guedes, afirmou que a expectativa é que os restos mortais do ex-governador Eduardo Campos (PSB) podem chegar ao Recife na noite desta sexta (15). A declaração foi dada por Sileno em visita a casa do socialista, falecido nessa quarta (13) em um acidente aéreo na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.
Nesta quinta, o governador João Lyra Neto (PSB) foi a São Paulo para saber do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), quanto os corpos de Eduardo e dos assessores que estavam no avião poderão ser liberados. O Governo do Estado trabalha para agilizar o processo de investigações do acidente.

Em entrevista Rádio jornal do commércio, Lyra previu que o enterro pode ocorrer no domingo (17). O ex-governador será velado no Palácio do Campo das Princesas, a missa será na Praça da República e Campos será enterrado no mesmo túmulo do ex-governador Miguel Arraes, no Cemitério de Santo Amaro.
Nesta quinta, vários políticos e amigos visitaram a casa da família, no bairro de Dois Irmãos para prestar solidariedade à viúva, Renata Campos, e aos cinco filhos do casal.
Ex-secretário de Saúde, Antônio Figueira lembrou os 35 anos de amizade. Foto: Mariana Dantas/NE10

Coordenador da campanha de Paulo Câmara (PSB) para governador, e ex-secretário de Eduardo, Antônio Figueira, declarou que perdeu um amigo. “Sao 35 anos de amizade. Eduardo era um homem de grande sentimento que nasceu para servir aos que mais precisavam”, disse.
O deputado federal Pedro Eurico (PSB) afirmou que passou a manhã conversando com Renata e disse que a ex-primeira-dama estava bastante firme, cuidando dos filhos, e lidando com a tragédia com muita fé.
O também deputado federal Inocêncio Oliveira (PR) classificou Campos como um dos principais líderes da política deste século. Inocêncio disse que ainda não é o momento de falar em sucessão na família, mas que João Campos, filho do ex-governador, tem capacidade de continuar o legado do pai.

AMIGOS – Aos 92 anos, a atriz Geninha da Rosa Borges fez questão de ir abraçar Renata Campos. “A vida toda sempre chamei ele (Eduardo) de meu neto. Quando a notícia chegou eu estava em casa. Foi um susto. Tenho 92 anos e sei que quando chegar a minha vez vou estar perto dele para dar o beijo que eu queria dar neste momento”, afirmou.
Já Everaldo Procopio, motorista pessoal de Campos, que também trabalhou com Arraes, disse que é difícil acreditar na tragédia. “Gostava muito dele e de todos da família. São anos de convivência. Deixei a PM porque adorava trabalhar com ele”, disse

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

POLITICOS, FALAM SOBRE A MORTE DE EDUARDO CAMPOS !

Por redes sociais, autoridades se dizem chocadas com a morte de Eduardo Campos

Candidato à presidência da República estava em jato particular junto com mais seis pessoas. A aeronave caiu na manhã desta quarta-feira em Santos

Autoridades e personalidades lamentaram a morte do candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), na manhã desta quarta-feira. "Todos estamos chocados com a morte de Eduardo Campos, em queda de avião hoje de manhã", publicou a Rede, por meio da conta oficial do partido no Twitter. A candidata a vice de Campos, Marina Silva, segue para Santos, onde o avião caiu.

Candidata a vice na chapa do presidenciável Eduardo Campos (PSB) a ex-senadora abandou o estúdio onde gravava programa para o horário eleitoral gratuito em São Paulo e foi para casa. Segundo o coordenador da Rede Sustentabilidade, partido que Marina tenta criar, Bazileu Margarido, a candidata está em "chocada". "Ela está na casa dela chocada", disse. Margarido afirma que além de Campos, a aeronave que caiu em Santos na manhã desta quarta-feira, 13, era ocupada por assessores técnicos da campanha.
A presidente Dilma Roussef cancelou a agenda e vai fazer um pronunciamento na tarde desta quarta-feira no Palácio do Planalto. Seu vice, Michel Temer, divulgou nota. "Não há palavras para descrever a tragédia que hoje se abateu sobre a política brasileira. Eduardo Campos era um político de princípios e valores herdados de sua família e levados com dignidade e honra por toda sua trajetória no Parlamento e no Executivo. Assim como todo o país, estou chocado com esse acidente e com as perdas para amigos e familiares. Que Deus dê conforto a seus filhos, a sua mãe, familiares e a tantos admiradores que deixou órfãos neste triste dia".

O candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves, falou com jornalistas no Rio Grande do Norte. "Estamos todos absolutamente perplexos com as notícias envolvendo o candidato e meu amigo Eduardo Campos. Estamos cancelando toda nossa agenda no Rio Grande do Norte e as outras que teríamos".

"Confirmação da morte de Eduardo Campos é uma tragédia terrível! Minha solidariedade a família e amigos. Esta eleição se transformou em luto!", disse a candidata ao Palácio do Planalto pelo PSOL, Luciana Genro.

Líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno, classificou de "trágica e triste" a notícia da morte do candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos. Ele destacou que a morte aconteceu num momento em que Campos começava a apresentar sua plataforma para o Brasil. "É o sonho de o Brasil mudar para algo novo", afirmou.

A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) disse que "está todo mundo chocado" com a notícia. A aeronave utilizada pelo candidato havia sido alugada pelo PSB para Campos viajar o País. Há pouco, a confirmação da queda do avião foi dada pelo deputado Walter Feldman (SP).

Marta Suplicy também se manifestou por meio do Twiiter. "Muito triste com o falecimento de Eduardo Campos! Meu profundo sentimento à Renata e filhos".

A ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Arraes, mãe de Eduardo Campos, deixou o prédio da Corte de forma discreta e sem falar com a imprensa ao saber das informações sobre a queda do um avião. De acordo com a assessoria do TCU, a ministra ainda não tinha a confirmação de que Campos sofreu o acidente, mas decidiu deixar o tribunal ao saber dos "rumores" sobre a questão. Nesta manhã, ela participou da sessão de posse do novo ministro do TCU, Bruno Danta

TODAS AS ATENÇÕES VOLTADAS PARA A PERDA DE EDUARDO CAMPOS!

                              
EDSON PEIXOTO,EVERTON ALBUQUERQUE, JUNIOR PEIXOTO, IVALDO ALMEIDA E JOSELINA MOURA, ESTAMOS VOLTADOS COM AS ATENÇÕES PARA A PERDA DE EDUARDO CAMPOS, EM FLACHES AO VIVO E A COBERTURA NOS PRINCIPAIS PROGRAMAS DA RÁDIO DIMENSÃO FM 104.5.
ESTAMOS APURANDO TUDO PARA TE DEIXAR BEM MAIS INFORMADO, DIA E NOITE, RÁDIO EM PERNAMBUCO É DIMENSÃO FM 104.5 
              

       
 
          

ESTAMOS TODOS NÓS DE LUTO !!!   
               

NÃO DÁ PARA ACREDITAR !

Foto: divulgação/PSB
Foto: divulgação/PSB
O ex-governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) morreu na manhã desta quarta-feira (13) na queda do jatinho que o levava para Santos, em São Paulo. Eduardo morreu no mesmo dia que o seu avô, Miguel Arraes, que faleceu em 2005. O candidato completou 49 anos nesse domingo (10).
De acordo com a Força Aérea, a aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu às 10h. “A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave”, diz nota da Aeronáutica.
“O avião saiu do Rio para o Guarujá para o candidato participar de uma palestra sobre a questão portuária. O tempo estava muito ruim e o avião arremeteu. Ele era muito jovem e determinado, com uma carreira muito extensa para a idade”, afirmou o presidente do PSB em São Paulo, Márcio França, que estava no aeroporto esperando a chegada dos aliados. Ele chegou a ver o avião arremetendo.
França confirmou que a mulher dele, Renata Campos, está em casa, no Recife. Eduardo deixa cinco filhos, sendo o mais novo o pequeno Miguel, que costumava viajar com ele durante a campanha.
Eduardo Campos teria entrevista coletiva na Praia do Mercado, seguida de curta volta de catraia (meio de transporte da região portuária). Às 12h, no Guarujá, participaria do seminário Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, no Hotel Sofitel Jequitimar. Às 14h30, em Santos, concederia entrevista à TV Brasil (Band).
Adversário de Eduardo Campos nas urnas, mas amigos na vida pessoal, Aécio Neves (PSDB) cancelou a viagem a Pernambuco, no próximo domingo (17). A presidente Dilma Rousseff (PT) também cancelou a agenda desta quarta-feira (13).
BIOGRAFIA - Eduardo Campos nasceu em 1965, neto de um grande nome da política nacional, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. Iniciou a vida política ainda na década de 1980, ao lado do avô. Foi candidato a prefeito de Recife, já foi deputado Federal e ministro da Ciência e Tecnologia no primeiro mandato do presidente Lula.
Em 2006 se lançou como candidato ao Governo de Pernambuco, numa campanha em que aparecia nas primeiras pesquisas em posições pouco favoráveis. Com o início da campanha foi ganhando espaço e desbancou Humberto Costa, candidato do PT, à época e chegou ao segundo turno, quando disputou e saiu vitorioso na disputa com Mendonça Filho (DEM).
Eleito para um segundo mandato em 2010, o governador apresentou a maior eleição na história da democracia brasileira: mais de 80% dos votos válidos para governador em Pernambuco foram para Campos.
O socialista, presidente do PSB, deixou cargo de governador no início de 2014 para se dedicar à campanha presidencial, entrando em embate direto com o PT, que começou ainda no pleito municipal de 2012, quando o partido socialista decidiu lançar candidato próprio para Prefeitura de Recife. Em novembro de 2013, o PSB resolveu entregar todos os cargos que ocupava no governo federal, deixando de vez a base governista.
Recentemente, Eduardo Campos desferia várias críticas à presidente Dilma Rousseff (PT), porém sempre se mantendo com reservas ao falar do ex-presidente Lula, um de seus padrinhos políticos.
Campos se lançou candidato a presidente numa chapa com a ex-ministra do meio ambiente, Marina Silva (PSB/REDE), terceira colocada na eleição presidencial de 2010, quando conquistou 20 milhões de voto.
Marina foi impedida de criar sua própria legenda por falta de assinaturas. A chapa de Campos e Marina aparece nas pesquisas de intenções de voto na terceira colocação.

UM SONHO INTERROMPIDO !

Foto: JC Imagem
Foto: JC Imagem
Eduardo Campos nasceu em 1965, neto de um grande nome da política nacional, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. Iniciou a vida política ainda na década de 1980, ao lado do avô. Foi candidato a prefeito de Recife, já foi deputado Federal e ministro da Ciência e tecnologia no primeiro mandato do presidente Lula. O acidente que vitimou Campos aconteceu no mesmo dia da morte do avô, Miguel Arraes: 13 de agosto de 2005.
Em 2006 se lançou como candidato ao Governo de Pernambuco, numa campanha em que aparecia nas primeiras pesquisas em posições pouco favoráveis. Com o início da campanha foi ganhando espaço e desbancou Humberto Costa, candidato do PT, à época e chegou ao segundo turno, quando disputou e saiu vitorioso na disputa com Mendonça Filho (DEM).
Eleito para um segundo mandato em 2010, o governador apresentou a maior eleição na história da democracia brasileira: mais de 80% dos votos válidos para governador em Pernambuco foram para Campos.
O socialista, presidente do PSB, deixou o cargo de governador no início de 2014 para se dedicar à campanha presidencial, entrando em embate direto com o PT, que começou ainda no pleito municipal de 2012, quando o partido socialista decidiu lançar candidato próprio para Prefeitura de Recife. Em novembro de 2013, o PSB resolveu entregar todos os cargos que ocupava no governo federal, deixando de vez a base governista.
Recentemente, Eduardo Campos desferia várias críticas à presidente Dilma Rousseff (PT), porém sempre se mantendo com reservas ao falar do ex-presidente Lula, um de seus padrinhos políticos.
Campos se lançou candidato a presidente numa chapa com a ex-ministra do meio ambiente, Marina Silva (PSB/REDE), terceira colocada na eleição presidencial de 2010, quando conquistou 20 milhões de voto.
Marina foi impedida de criar sua própria legenda por falta de assinaturas. A chapa de Campos e Marina aparece nas pesquisas de intenções de voto na terceira colocação.

UM CHOQUE PARA TODOS !

Coordenador da Rede diz que Marina está 'chocada'


"Ela está na casa dela chocada", disse ao Broadcast / Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Candidata a vice na chapa do presidenciável Eduardo Campos (PSB) a ex-senadora Marina Silva abandou o estúdio onde gravava programa para o horário eleitoral gratuito em São Paulo e foi para casa. 
Segundo o coordenador da Rede Sustentabilidade, partido que Marina tenta criar, Bazileu Margarido, a candidata está em "chocada". "Ela está na casa dela chocada", disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.
Margarido afirma que além de Campos, a aeronave que caiu em Santos na manhã desta quarta-feira (13), era ocupada por assessores técnicos da campanha.